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31 de março de 2019

"QUE PODEREI FAZER POR MINHA PÁTRIA?"


“O que poderei fazer por minha Pátria?”

Remexendo nos meus guardados literários, deparei com meu primeiro prêmio Literário, um Diploma de Menção Honrosa que ganhei num concurso de “redação”, um concurso regional literário, em 1969.
Diante disso, não pude evitar que a velha curiosidade me assaltasse, velha, pois sempre que pego esse diploma na mão, essa curiosidade me aflige, me encanta e me judia.
O que uma criança, uma menininha magricela, muito pobre, estudante de uma pequena e pobre escola pública teria escrito nesse texto que mereceu um prêmio-destaque, num concurso regional de “redação”? Infelizmente, o texto não voltou pra mim, não sei se os organizadores detiveram ou se, quem sabe, a professora guardou de recordação de sua mais atenciosa, responsável, amável e caprichosa aluna?
Não sei, quem sabe?
Mas, realmente, é muito curioso e gostaria muito de saber o que teria dito uma criança de classe popular, oriunda de uma família pobre, em que os pais passavam as maiores dificuldades para criar seus filhos, sem ter acesso às questões básicas de sobrevivência porque viviam num país em que o regime priorizava o mínimo para seu povo?
O que uma criança tão pobre e sem recursos poderia pensar e ter sugerido sobre um tema tão complexo e... Em plena DITADURA?
Lástima não ter acesso a esse texto, essa preciosidade que hoje aguça a minha curiosidade e mexe com a minha cidadania.
Impossível deixar de remeter tudo isso ao dia de hoje, dia 31 de março, e me perguntar com todo o sentimento, mesclas de dor, de medo, de insegurança e de preocupação, mas também (e por que não?) de muita luta e esperança. Não teria sido isso mesmo que a menininha escreveu? Impossível diante disso, depois de ter lembrado dessa época da minha vida, depois de passados 50 anos, e de ter comparado à situação de risco que corre nosso país, na atual conjuntura política, não me voltar ao tema do Concurso e perguntar:

O QUE PODEREI FAZER POR MINHA PÁTRIA?



25 de março de 2019

Crônica do Nome


Qual é a sua?

Por Jussára C Godinho     

Sou da opinião de que nome é coisa séria. Pode até não ser bonito, mas, tem de ter uma razão de ser. Tem de ter história pra contar. Só assim, pode se tornar atraente, curioso, encantador, ou sagrado.
Hoje, posso dizer que eu gosto do meu, apesar de assinar apenas a inicial do segundo nome, um belo e curioso C. Mas não faço isso por vergonha, não. Admito que já fiz, na época boboca da adolescência, mas não é mais, não, tenho mesmo é orgulho dele. Creio que é por costume, já que se leva um bom tempo pra zarpar dessa fase de tantas inseguranças.
Muitos me perguntam se é Carmem, Cristina, Cátia, Cláudia, Carina... Ah, quem dera fosse, diria eu se ainda fosse menina! E eu prontamente respondo:
--- Gente, nome é coisa tão séria que (alguns deles) não dá pra se dizer assim, à queima-roupa. É preciso contar a história deles, muitas vezes, triste; outras, cômicas; outras, ainda, sagradas, mas todas muito peculiares.
Minha mãezinha era uma mulher de fé, muito religiosa. Fazia orações, novenas, simpatias e me ensinava que o céu é cheio de santos e anjos esvoaçantes tocando trombetas. Era uma pessoa de alma pura e coração mole. Era certamente de Deus.
No povoado onde vivia, as pessoas contavam muitas histórias. Ela gostava de uma que ouvira desde criança: Havia um homem do mal que, há muito tempo, vivera por aquelas bandas. E ele cultuava atitudes criminosas e demoníacas. Certa vez, desejara uma menina que vivia a plena inocência de seus nove aninhos. Planejou tudo e, num dia triste e chuvoso,  seguiu-a, e, no caminho deserto onde a pequena buscava água numa lata --- água encanada era luxo que nem mesmo os mais afortunados usufruíam na época --- sem esforços conseguiu seu feito. Depois do ato hediondo, esfacelou a cabeça da criança com a mesma pedra que escondeu para todo o sempre o seu corpinho franzino massacrado.
Todos do povoado ficaram perplexos com a tragédia. E todos rezaram... E dizem que, desde então, a Menina Custódia começou a fazer milagres. Virou Santa. E todos rezam... Muitas graças foram e são alcançadas por meio Dela.
Confesso que fiquei emocionada quando conheci o capitelzinho singelo e solitário, na serra do Estado de Santa Catarina, que abriga a Santa, da qual eu carrego o nome, que a minha Santa Mãe escolheu para homenageá-la.
Naqueles tempos, todas as mães acreditavam que, dando um nome de santo aos seus filhos, eles seriam protegidos pelas divindades escolhidas. Por isso existem tantas Marias no mundo. “Meu filho vai ter nome de santo...”
Por que contei tudo isso?  Quem sabe pra evitar o ataque de risos adjacente à resposta da pergunta: “O que significa o ‘C’ do seu nome?”
Porque nome é coisa séria, muito séria, aliás, seriíssima!
Qual é a sua... História?
Jussára C Godinho

2 de março de 2019

Fuso horário

Sei que dormes
e que a madrugada
abraça teus sonhos

Em mim
o dia já desponta
e já bateu na minha janela

O sol raiou
e sua luz
já acordou meus pensamentos

pássaros livres
que cantam teu nome
E de mãos dadas

como elos da corrente do Amor
se unem
e velam teu sono.

E esperam por ti.

Jussára C Godinho
Foto (Punta del Este - Uruguai): Jussára C Godinho

10 de dezembro de 2018

Pensamentos: Faltam verdades...

Faltam verdades no mundo: Autenticidade, espontaneidade, amor...

Jussára C Godinho
Foto: Álbum de Jussára C Godinho

Pensamentos: A paixão...

A paixão mexe com as vísceras... E faz a vida valer a pena!

Jussára C Godinho
Foto: Jussára C Godinho

8 de dezembro de 2018

À Organização Mundial de Trovadores OMT, meu apreço..

Agradeço aos organizadores do Concurso Internacional de Trovas - Portugal e Espanha, pela confiança e consideração. Meu abraço poético-trovadoresco. 

6 de dezembro de 2018

História do meu nome



Capitel - São Joaquim - SC - Brasil 

Qual é a sua?

Por Jussára C Godinho      29-4-2015


Sou da opinião de que nome é coisa séria. Pode até não ser bonito, mas, tem de ter uma razão de ser. Tem de ter história pra contar. Só assim, pode se tornar atraente, curioso, encantador, ou sagrado.
Hoje, posso dizer que eu gosto do meu, apesar de assinar apenas a inicial do segundo nome, um belo e curioso C. Mas não faço isso por vergonha, não. Admito que já fiz, na época boboca da adolescência, mas não é mais, não, tenho mesmo é orgulho dele. Creio que é por costume, já que se leva um bom tempo pra zarpar dessa fase de tantas inseguranças.
Muitos me perguntam se é Carmem, Cristina, Cátia, Cláudia, Carina... Ah, quem dera fosse, diria eu se ainda fosse menina! E prontamente respondo:
- Gente, nome é coisa tão séria que (alguns) não dá pra se dizer assim, à queima-roupa. É preciso contar a história deles, muitas vezes, triste; outras, cômicas; outras, ainda, sagradas, mas todas muito peculiares.
Minha mãezinha era uma mulher de fé, muito religiosa. Fazia orações, novenas, simpatias e me ensinava que o céu é cheio de santos e anjos esvoaçantes, tocando trombetas. Era uma pessoa de alma pura e coração mole. Era, certamente, uma pessoa de Deus.
No povoado onde vivia, as pessoas contavam muitas histórias. Ela gostava (e acreditava) de uma que ouvira desde criança: Havia um homem forte e gigantesco, do mal, que, há muito tempo, vivera por aquelas bandas. Ele cultuava atitudes criminosas e demoníacas. Certa vez, desejara uma menininha que vivia a plena inocência de seus nove aninhos. Planejou tudo e, num dia triste e chuvoso,  seguiu-a. No caminho deserto, onde a pequena buscava água numa lata, que mal podia carrega, sem esforços, o homem conseguiu seu feito. Depois do ato hediondo, esfacelou a cabeça da criança com a mesma pedra que escondeu para todo o sempre o seu corpinho franzino massacrado.
Todos do povoado ficaram perplexos com a tragédia. E todos rezaram... E dizem que, desde então, a Menina Custódia começou a fazer milagres. Virou Santa. E todos rezam... Muitas graças foram e são alcançadas por meio Dela.
Confesso que fiquei emocionada quando conheci o capitelzinho, singelo e solitário, na serra do Estado de Santa Catarina, que abriga a Santa, da qual eu carrego o nome, que a minha Santa Mãe escolheu para homenageá-la.
Naqueles tempos todas as mães acreditavam que, dando um nome de santo aos seus filhos, eles seriam protegidos pelas divindades escolhidas. Por isso existem tantas Marias no mundo. “Meu filho vai ter nome de santo...”
Por que contei tudo isso?  Quem sabe pra evitar o ataque de risos adjacente à resposta da pergunta: “O que significa o ‘C’ do seu nome?”
Porque nome é coisa séria, muito séria, aliás, seriíssima!
Qual é a sua... História?

1 de dezembro de 2018

26 de novembro de 2018

Complexo de Cinderela?


Foto, modelo e  poema: Jussára C Godinho
Amo sapatos!
E escadarias...

Acho que tenho Complexo de Cinderela.

(Colette Dowling que o diga).

Será que é pelo meu pezinho número 34?
Por que amo contos de fadas?
Ou por que me emociono com histórias de amor? 
Ou por que ainda espero meu príncipe encantado? 
Ou por tudo, ou por nada?
Seria eu uma princesa encantada? 
Ou desencantada?
Não sei de mais nada.

24 de novembro de 2018

Fetiche

Ouço tua voz
em versos que recitam
paixão...
Fetiche.
Fecho os meus olhos... 
E sinto teus braços,
 envolvendo-me
em sonhos,
debruados de ilusão.

Jussára C Godinho

Expressão da alma

O sorriso e o olhar
são expressões da alma,
por isso são inimitáveis,
inigualáveis, únicos,
cada um estampa a sua,
exatamente como ela é.

Jussára C Godinho

22 de novembro de 2018

Olhem o que reencontrei hoje...

Em 2009, criei o blog Literatura na sala de aula, que se encontra no link abaixo. 
Nunca mais havia acessado. Creio que agora que o reencontrei perdido pela internet (Nem lembro mais a senha, estava realmente esquecido por mim, vou reativá-lo. 
Preciso urgentemente reabilitá-lo.

http://poesiasaladeaula.blogspot.com/search?updated-max=2009-12-03T16:39:00-08:00&max-results=7

13 de novembro de 2018

Feira do Livro Porto Alegre - RS - Lançamento Separata De Poesias Vencedoras Prêmio Lila Ripoll 2018

 
LANÇAMENTO da Separata de Poesias Vencedoras do Prêmio Lila Ripoll de Poesia 2018
na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre RS

Sr. Lairton Rippol, sobrinho-neto da Poeta Lila Ripoll


Lairton Ripoll, sobrinho-neto da Poeta Lila Ripoll

Poeta-amiga Ana Paula Freitas dos Santos
Anália Sanches Dorneles, organizadora



Amigo-poeta Ricardo Mainieri

1 de novembro de 2018

Sonhos Rosados

Sonhos rosados - Jussára C Godinho

Tinham cores de rosas
os meus sonhos.
Tinham olores de rosas
os meus sonhos.
Tinham a maciez das pétalas
os meus sonhos.
Tinham a beleza do roseiral
os meus sonhos.
Eram rosas sob o vendaval
feneceram.

4 de outubro de 2018

Ele Não!



Pra não dizer que não falei de flores...
Jussára C Godinho
As Flores e eu,
numa troca íntima e intensa
de Carícia, Liberdade e Paz...
Carícia das verdades incontidas
Liberdade nas pétalas aladas 
da Democracia.
PAZ na Terra
aos homens e mulheres
de benevolente vontade
héteros, homos, qualquer opção
negros, índios, brancos
jovens, idosos, crianças
com ou sem religião
os diferentes e os iguais
Pelos animais, pela natureza
Por todos nós
Todos clamando, acelerados:
Celerado, cELErado Não!

Jussára C Godinho

27 de setembro de 2018

Chuva de Amor

Chuva de primavera
Chuva de Amor.
Chove uma chuva mansa,
sonora,
trazendo a primavera.
E a melodia dos pingos
cantam o meu amor por você.

Meu coração dança
ao ritmo da chuva,
e à cadência das gotas 
que escorregam pelo vidro
e balançam minha emoção.

Minha voz te chama
e minha alma te clama.
Vem...

Jussára  C Godinho

Árvore

Que a energia das árvores purifique a alma humana.

Primavera

Primavera!
Teu ar me fascina.
Teu som, tua luz, teu cheiro me inebriam.
e o meu coração transborda
e canta a tua melodia.

Jussára C Godinho

12 de setembro de 2018

Meia-volta

Meia-volta

Enveredava até a tua estrada,
já quase adentrava os teus caminhos,
quando percebi (em tempo)
que estava contramão.

Jussára C Godinho
(12-09-2017)

9 de setembro de 2018

3 de setembro de 2018

Eu? Sou a Poesia andando por aí...

Eu? 
Tenho a idade da menina 
Cheia de sonhos, de energia 
E de vida 
Que a minha alma conservou. 

Eu? 
Sou Sol Sou Lua, sou Girassol.
Sou Estrelas, sou todas as Flores. 
Sou Natureza. 
Sou Alegria. 


Eu? 
Sou a Poesia andando por aí... 

28 de agosto de 2018

Beijo da-flor



Beijo da-flor

Segue aguardando a primavera
Nas entradas do tempo
Nas estradas do desejo
Abre suas pétalas encarnadas
E suas entranhas esgarçadas

Imploram num bocejo: 

- Paire sobre meu jardim
- Pouse seu despudor sobre mim
- Sou sua flor!
- Quero beijar seus anseios
Meu beija-flor!


Jussára C Godinho
Do livro INÉDITO "Telhado de vidro" (em breve)

16 de agosto de 2018

Sarau de Premiação Lila Ripoll 2018 - Vencedora


Noite mágica!

http://www2.al.rs.gov.br/fotografia/ExibeAlbum/tabid/5333/Default.aspx?IdAlbum=23995&IdxFotografia=0

Sarau no Solar dos Câmara, Palácio Farroupilha, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Apresentação musical de
Daniel Wolff e Fernanda Kruger



Amigo Gerson Nages, Menção Honrosa